A Família de Deus

-Tema: IGREJA        
“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus
Efésios 2.19
-Introdução: A Igreja é a família de Deus. Cada um de nós tem sua própria família, mas também precisamos de uma comunidade de fé que seja como uma família acolhedora. A Igreja é a extensão de nossa casa e o lar a continuação da igreja.
Os modelos de estruturas eclesiásticas fazem as igrejas se parecerem mais com um clube ou uma instituição qualquer como uma escola ou exército cheio de normas e rituais. A Igreja precisa ser mais parecida com uma família para ser modelo e abençoar todas as famílias da terra (Gênesis 12.3).
Como é a Família de Deus?
Vamos refletir na igreja comparando com os membros da família:

1- O Pai > DEUS: Hebreus 12.7 “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos”
Deus é o grande Pai da Igreja Família. Numa comunidade que vive como uma família, os laços de união veem de Deus que aproxima as pessoas através de seu grande amor. Muitos filhos estão sem pai porque não aceitam a correção preferindo ser filhos pródigos e se perdem pelo mundo. A prova de que Deus é Pai está em sua correção amorosa para com seus filhos.
Um pai exerce autoridade superior na família tradicional, sustenta, abençoa, ensina e corrige. O povo de Deus na Bíblia vivia unido pela concepção de que serviam a um mesmo Deus. Assim a igreja precisa fortalecer a sua fé num mesmo Senhor deixando suas opiniões e vontades para obedecer a Deus.
Deus deve ser o Pai, autoridade suprema da Igreja!
                              
2- A Mãe > IGREJA: II João 1.1 e 4 “O presbítero à senhora eleita e aos seus filhos, a quem eu amo na verdade e não somente eu, mas também todos os que conhecem a verdade, ... Fiquei sobremodo alegre em ter encontrado dentre os teus filhos os que andam na verdade, de acordo com o mandamento que recebemos da parte do Pai”
A comunidade de fé deve ser como uma mãe para quem congrega. Uma mãe aceita seus filhos mesmo com seus defeitos. Deste modo a igreja deve ser acolhedora com todas as pessoas. O ambiente da igreja deve ser tão receptivo como a casa da mãe de cada um, onde o filho sempre sabe que ali está o seu lugar. Se a igreja estiver mais preocupada com normas e rituais, torna-se madrasta e não mãe.
A segunda carta de João é dirigida a uma comunidade que o apóstolo chama de “senhora” (v.1 e 4). Talvez fosse para uma mulher que exercesse liderança naquela comunidade. Parece que devido às perseguições da época o autor escolheu esta linguagem para que sua carta não fosse presa caso passasse por uma fiscalização, fazendo pensar que seria para uma mulher mesmo. Mas esta figura de linguagem ensina que a igreja deve ser um ambiente maternal para todos.
A Igreja deve ser uma mãe acolhedora para todos!

3- Irmãos > MEMBROS: I João 3.16 “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos”
A convivência na igreja deve ser como irmãos de fé. De fato somos irmãos de sangue, pelo sangue de Jesus (I Pedro 1.2). Embora a convivência entre irmãos muitas vezes seja difícil, isso também nos ensina a aceitar os irmãos. A palavra irmão significa que são da mesma origem e por isso são semelhantes.
Na hierarquia da igreja os títulos podem fazer com que as pessoas sintam-se superiores umas às outras e isso não é muito positivo. Mesmo que alguém tenha uma formação superior, dentro da comunidade todos são irmãos. Ninguém deve ser tratado diferente por causa de um título seja interno ou externo à igreja.
Os membros da igreja devem ser tratados com irmãos!

4- Filhos > NOVOS CONVERTIDOS: Gálatas 4.19 “meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós”
Uma família precisa de filhos que deem continuidade à sua geração. Na igreja os novos convertidos trazem a alegria e ocupam nosso tempo assim como uma família que tem crianças que exigem toda atenção. Assim como não podemos exigir de uma criança mais do que consegue fazer, não devemos cobrar dos novos convertidos que mudem tudo de uma vez, pois vão aprendendo aos poucos como uma criança onde tudo é novidade.
Infelizmente muitas pessoas têm desistido de congregar e até mesmo de exercer sua fé por que se tornaram órfãos, filhos sem pai, não encontraram o cuidado que precisavam. Alguns começam a vir e antes mesmo de nascerem de novo são abortados e não querem mais saber de igreja. Outros nascem e começam a ser cuidados, mas depois se tornam bastardos abandonados pelas exigências doutrinárias que não conseguiram cumprir.
Os novos convertidos devem ser muito bem cuidados pela igreja. Cada cristão deve gerar filhos espirituais e depois discipular. Paulo tratava seus discípulos “como pai a seus filhos, a cada um de vós” (II Tessalonicenses 2.11), chamando-os de “filhos amados ... filhos da luz” (Efésios 5.1 e 8). Fomos chamados por Deus “a fim de que recebêssemos a adoção de filhos (Gálatas 4.5) então devemos viver como filhos de Deus em uma comunidade que gera filhos espirituais. Se todos que chegarem à igreja sentirem-se como filhos, logo voltarão à casa do Pai.
Os novos convertidos são filhos espirituais!

Venha para a Família de Deus!
-CONCLUSÃO: Romanos 8.29 “para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos
Muitas pessoas estão à procura de uma família espiritual. Se nossas comunidades de fé se tornassem mais parecidas com a família do que com uma instituição eclesiástica, a Igreja seria muito mais agradável. Foi Deus quem nos deu este modelo de vida, pois Ele é o Pai desta grande família e Jesus é o filho “unigênito” do Pai (João 3.16), o primeiro a herdar para nós a salvação, pois “se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Romanos 8.17). Esta é uma família rica de bênçãos de Deus e ainda há muitas vidas que precisam saber que fazem parte da Família de Deus.
A Igreja deve ser mais família do que organização religiosa!


Uma pesquisa histórica que analisa a prática da evangelização cristã até o final do segundo século, buscando descobrir elementos da organização da Igreja, dos modelos de discipulado e de capacitação dos novos convertidos e das lideranças cristãs. A questão de fundo é como se dava a evangelização e o crescimento da igreja a partir do Movimento de Jesus.
Número de páginas: 65   -   Formato: A5 148x210
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Pr. Welfany Nolasco Rodrigues Publicado por Pr. Welfany Nolasco Rodrigues

Pastor Metodista e pregador do evangelho. Escritor de esboços e sermões.
Formação: Bacharel em Teologia pela UMESP - Universidade Metodista de São Paulo.
Pós Graduação em Filosofia pela ISEIB - Instituto Superior de Educação Ibituruna.
Licenciatura em Letras pela ISEED - Instituto Educacional Elvira Dayrell.
Extensão em Grego Bíblico pela MACKENZIE - CPAJ.
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5 comentários:

  1. Parabéns pelo Trabalho. muito Edificantes as mensagens. vou fazer deste site minha rotina. Deus Abençoe.

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  2. Gostei dessa ministração! Acredito que veio de Deus e espero que você não se envaideça (uma armadilha sutil para nós seres humanos)! Gosto quando tem essas comparações! Parecem com as parábolas, que trazem coisas novas e importantes lições associando com coisas que são familiares, que dominamos! Jesus foi sábio em trazer parábolas! Beijos

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  3. Parabéns pelo trabalho, afinal família é tudo para Deus.

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