As 7 Páscoas na Bíblia

Tema: PÁSCOA

as 7 Páscoas na Bíblia

A Páscoa (hebraico: Pessach), significa passagem e aparece diversas vezes na Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Podemos identificar momentos marcantes registrados na história do povo de Deus através da celebração da Páscoa. Muitos textos bíblicos demonstram que a libertação do Êxodo era um evento central da história do povo de Deus, relembrado pela Páscoa.

Embora não possamos dizer um número exato total de celebrações, a Bíblia destaca pelo menos 7 grandes celebrações históricas significativas. Certamente as famílias celebravam internamente este momento durante toda a história do povo de Deus, mas por várias vezes esta celebração foi esquecida, mostrando a inconstância do povo e a necessidade de sempre se renovar.

Confira um esboço curto desta mensagem: As 7 Páscoas na Bíblia



Como a Páscoa era celebrada?

Principais celebrações da Páscoa na Bíblia:

1. Instituição da Páscoa no Egito: Êxodo 12.1-11

A primeira Páscoa da história aconteceu quando o povo de Israel ainda estava escravizado no Egito e foi liberto assim que celebraram esta primeira Páscoa. O sangue do cordeiro foi passado nos umbrais das portas das casas, livrando os israelitas da morte.

Esse é o evento central da Páscoa: a libertação do povo de Deus da escravidão no Egito. Durante toda a Bíblia isso é lembrado e a celebração da Páscoa tinha a função de rememorar este acontecimento fundante da nação de Israel.

2. Páscoa no deserto: Números 9.1-5

Um ano depois que o povo saiu do Egito, ao iniciar o segundo ano de caminhada no deserto, a Páscoa foi novamente celebrada no Sinai. Naquele momento, Deus reforça a importância de manter a celebração em gratidão pela libertação do Egito. Agora livres, celebravam com alegria pela nova vida.

Essa celebração reafirmou a importância da Páscoa como um momento de memória e gratidão, mesmo em condições adversas. No deserto, o povo aprendeu a confiar na provisão de Deus e a obedecer às orientações divinas, fortalecendo sua identidade como nação escolhida e protegida pelo Senhor. 

3. Entrada na Terra Prometida: Josué 5.10-12

Durante os quarenta anos de caminhada no deserto, apenas no início fizeram a celebração da Páscoa, passando o restante do tempo sem celebrar. Após entrarem na Terra Prometida, Josué convocou o povo para a primeira Páscoa em Canaã, marcando o fim do maná e início de uma nova fase (Josué 5.11).

Essa tradição de celebrar a Páscoa tornou-se um marco fundamental na identidade do povo de Israel, servindo como memorial de geração em geração. Além disso, a celebração envolvia rituais específicos ordenados por Deus, como o consumo do cordeiro assado, pães sem fermento e ervas amargas, simbolizando pressa da saída e a amargura da escravidão.

4. Páscoa restaurada no tempo do rei Ezequias: 2Crônicas 30.1-5

Após um período de decadência espiritual, tendo passado o período dos juízes e vários reis que não celebraram a Páscoa oficialmente, como resultado do seu pecado e afastamento de Deus. Então o rei Ezequias fez uma grande convocação nacional para voltar a Deus, através de uma reforma religiosa e a celebração da Páscoa.

Essa celebração liderada por Ezequias foi marcada por uma ampla participação do povo, incluindo até mesmo representantes das tribos do norte que haviam se afastado. O rei incentivou a reconciliação com Deus, promovendo uma renovação espiritual que impactou toda a nação e fortaleceu a união entre os israelitas.

5. Páscoa no reinado de Josias: 2Reis 23.21-23

Depois do reinado de Ezequias, novamente o povo se desviou do Senhor durante o reino de Manassés e Amom, então se levantou o rei Josias e fez uma nova reforma religiosa, convocando o povo de Deus para renovar sua aliança com o Senhor e celebrar a Páscoa. Esta foi uma das celebrações mais marcantes da Páscoa na história, que a Bíblia diz não ter acontecido outra igual desde os juízes (2Reis 23.22).

Com a celebração realizada por Josias, o povo experimentou um profundo senso de renovação espiritual, voltando-se ao Senhor com arrependimento e compromisso. Esse momento reforçou ainda mais o papel da Páscoa como símbolo de restauração e unidade nacional, sendo celebrada com grande reverência e alegria por todos os envolvidos.

6. Páscoa após o exílio babilônico: Esdras 6.19-22

Infelizmente, o povo de Deus novamente se afastou do Senhor, abandonando a Páscoa mais uma vez e foram levados para o Cativeiro na Babilônia por 70 anos, onde não fizeram a Páscoa nem uma vez. Então, após o retorno do cativeiro, o sacerdote Esdras reconstrói o templo de Jerusalém e convoca o povo para retomar sua vida espiritual através da celebração da Páscoa.

Este evento marca a restauração espiritual e nacional do povo de Israel, porque a Páscoa representava sua libertação e sem ela, na verdade estavam ainda escravos do pecado.

7. Páscoa no tempo de Jesus: Mateus 26.17-19

No Novo Testamento encontramos a narração de quando Jesus Cristo celebrou a Páscoa com seus discípulos, na última noite com eles antes de ser morto, quando também instituiu a Ceia do Senhor (Mateus 26.26-30). A morte de Jesus ocorreu durante a Páscoa e por isso Ele é o Cordeiro de Deus definitivo para sempre (João 1.29).

Na Nova aliança em Jesus, sabemos que a verdadeira Páscoa é com Cristo em nossas vidas, seu perdão e restauração (1Coríntios 5.7). A Igreja cristã renova sua aliança através da Santa Ceia, lembrando o que Jesus fez por nós na Pásco.

Celebre a verdadeira Páscoa!

CONCLUSÃO

A Páscoa aparece em momentos-chave da história do povo de Deus, especialmente quando há: um recomeço espiritual, restauração da aliança e renovação da fé.

Significado espiritual

- No Antigo Testamento: libertação do Egito

- No Novo Testamento: redenção através de Cristo

A Páscoa evolui de um símbolo de libertação física para uma -libertação espiritual completa.

A celebração da Páscoa ao longo dos séculos demonstra não apenas a importância do resgate da tradição, mas também o poder de renovação e esperança que ela traz para o povo de Deus. Em cada período de restauração, a Páscoa serviu como um marco de retorno à fé, à obediência e de busca pela presença divina. Assim, a continuidade dessa celebração reforça valores fundamentais para o fortalecimento espiritual e a identidade cristã.

Não deixe de celebrar a Páscoa!

Rev. Welfany Nolasco Rodrigues

Pastor Metodista, professor e escritor. 46 anos. Casado com Ássima, pai de Heitor e Hadassa. Natural de Muriaé MG. Bacharel em Teologia pela UMESP. Professor na FaTIM - Faculdade de Teologia da Igreja Metodista e Coordenador do Departamento Nacional de Educação Cristã e Escola Dominical.

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