Panorama do Apocalipse

-Tema: APOCALIPSE 

“Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” Apocalipse 1.3

Introdução: A primeira promessa ministrada no livro de Apocalipse é para os leitores do livro, abençoando aqueles que guardarem a sua mensagem. Por isso é tão importante entender e se possível memorizar o conteúdo do livro de Apocalipse. Uma leitura panorâmica do texto ajuda nesta memorização da mensagem, o que facilita o entendimento.
A palavra Apocalipse significa revelação, por isso o livro de Apocalipse é um texto profético de revelação. A linguagem apocalíptica se diferencia da mensagem profética destacando símbolos que representam as verdades apresentadas. O Apocalipse foi escrito entre o ano 90 e 100 d.C. por João, que foi o último apóstolo sobrevivente. João estava preso na ilha de Patmos, no mar mediterrâneo, de onde enviou os textos do apocalipse para as sete igrejas na Ásia Menor, que foram os primeiros destinatários (Apocalipse 1.11).
O texto apocalíptico é composto em trechos que são agrupados e por isso algumas vezes apresenta uma ordem lógica e outras um intervalo que se refere às explicações de detalhes já revelados. O objetivo do Apocalipse foi confortar a Igreja daquele tempo, diante das dificuldades que enfrentavam.
Significado: Revelação
Autor: apóstolo João
Data: 90 – 100 d.C.
Local: Ilha de Patmos
Destinatários: as igrejas da Ásia Menor
Propósito: dar esperança ao povo de Deus
Observação: os números abaixo se referem aos capítulos do livro de Apocalipse com a descrição de seus principais assuntos.

Como memorizar o Apocalipse?

Esboço geral do Livro de Apocalipse, com propósito de auxiliar na memorização:

 1  Apresentação

No primeiro capítulo é feita uma apresentação do livro, do autor, do propósito e destinatários da mensagem (Apocalipse 1.1-7). Neste primeiro momento o próprio Jesus é apresentado (Apocalipse 1.8-20).

 2 e 3  As 7 Igrejas

Nos capítulos 2 e 3, a mensagem para as sete Igrejas é escrita em sete cartas específicas para casa uma das Igrejas na Ásia Menor: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. Os textos das cartas seguem uma sequência comum, começando com o destinatário e remetente, um elogio e em seguida uma repreensão à Igreja. No final de cada carta, as palavras de Jesus “quem tem ouvidos para ouvir ouça” trazem uma promessa aos que são fiéis. A visão das Sete Igrejas é a primeira grande visão do Apocalipse.

 4  Visão do Trono de Deus

O capítulo 4 descreve a visão do Trono de Deus, quando o apóstolo João recebe o convite para subir ao céu (Apocalipse 4.1) para contemplar a glória Celestial, onde ouve louvores ao Senhor (Apocalipse 4.8 e 11). O cenário do livro passa da terra para o céu a partir do quarto capítulo, que faz um intervalo entre a mensagem das sete igrejas e os sete selos.

 5 e 6  Os 7 Selos

Os capítulos 5 e 6 narram sobre os Sete Selos do Apocalipse. Os selos representam que o livro da revelação estava fechado e será aberto por Deus para desvendar a verdade para sua Igreja. Desde o quarto capítulo João está diante do Trono de Deus nos céus e no capítulo 5 visualiza um livro selado sobre o trono e somente o Cordeiro poderia abrir os selos para revelar o que está escrito (Apocalipse 5.5 e 12). Mais uma vez há louvores diante do Trono de Deus (Apocalipse 5.9,10, 12 e 13). O sexto capítulo se dedica à descrição de cada um dos sete selos, sendo os primeiros quatro representados por cavaleiros (Apocalipse 6.1-8) e os três últimos por outros fatos catastróficos (Apocalipse 6.9-17). A visão dos Sete Selos é a segunda grande revelação do Apocalipse.

 7  Os Remidos no céu

No capítulo 7, há um outro intervalo para uma visão celestial e o último selo é aberto no início do capítulo 8. João vê os salvos dos últimos tempos em dois grupos: os judeus convertidos em número de 144 mil, sendo 12 mil de cada uma das 12 tribos que serão selados pelo Senhor (Apocalipse 7.1-8) e uma grande multidão inumerável de todos os povos que serão sobreviventes da Grande Tribulação (Apocalipse 7.9-17). Estes dois grupos representam que tanto judeus contemplados na Antiga Aliança como os gentios alcançados na Nova Aliança, mostrando o amor de Deus por toda a humanidade. Mais uma vez há louvores na presença do Senhor (Apocalipse 7.10 e 12).

 8 e 9  As 7 Trombetas

Os capítulos 8 e 9 falam das Sete Trombetas do Apocalipse. Aos abrir o sétimo selo, Sete anjos recebem trombetas para tocar (Apocalipse 8.1-5). O objetivo das trombetas é anunciar proximidade a volta de Jesus. Ao toque de cada trombeta um acontecimento vem à luz para despertar a humanidade. A visão das Sete Trombetas é a terceira grande revelação do Apocalipse.

 10  O livrinho

Os capítulos 10 até 14 formam um terceiro intervalo do livro, mostrando visões de fatos tanto no céu como na terra que acontecerão entre as trombetas e as taças, não de forma cronológica, mas fazendo a relação entre os fatos, que se cumprirão alguns durante as trombetas e outros durante as taças.
O Décimo capítulo do Apocalipse narra sobre um livrinho na mão de um anjo e João recebe a ordem de pegar e comer o livro, que era doce na boca, mas amargo no ventre (Apocalipse 10.8-10). Esta visão lembra quando o profeta Ezequiel também recebeu um livro e o comeu, sendo doce como mel (Ezequiel 3.3). As palavras do Apocalipse podem ser doces ao ouvir, mas amargas se refletirmos sobre a seriedade de seu significado, principalmente para quem desobedece.

 11  As 2 Testemunhas

O capítulo 11 apresenta duas testemunhas que serão usadas por Deus para anunciar a Palavra de Deus preparando a Igreja para o arrebatamento (Apocalipse 11.2,3). Estas duas testemunhas irão pregar em Jerusalém (Apocalipse 11.8) e serão perseguidas e mortas, mas serão ressuscitadas pelo poder de Deus (Apocalipse 11.9-13). O final do capítulo 11, interrompe o intervalo e retorna para o toque da sétima trombeta (Apocalipse 11.15-19).

 12  A Mulher e o dragão

O capítulo 12 retoma o intervalo para retratar a perseguição da Igreja no final da Grande Tribulação (Apocalipse 12.6 e 14). A Igreja é comparada com uma mulher, a noiva do Cordeiro (Apocalipse 19.7; 21.2, 9 e 22.17). A cena de uma mulher para dar à luz retrata o sofrimento da Igreja e o filho ao fato de que Jesus está para vir. O dragão é Satanás, que com seus demônios lutará contra os anjos de Deus numa grande batalha (Apocalipse 12.3-9) e perseguirá a Igreja, mas Deus concede livramento à mulher (Apocalipse 12.14).

13  As 2 bestas: mar e terra

O capítulo 13 continua o intervalo mostrando o surgimento de duas bestas, uma que sai do mar (Apocalipse 13.1-10) e outra da terra (Apocalipse 13.11-18). Estas duas personagens representam o anticristo (líder político) e o falso profeta (líder religioso), que agirão conjuntamente durante a Grande Tribulação, marcando as pessoas com o sinal de seu nome através do número 666 (Apocalipse 13.16-18).

14  A Colheita dos salvos

O Capítulo 14 conclui o intervalo apresentando os remidos de Israel louvando ao Senhor (Apocalipse 14.1-5) e três anjos anunciam os fatos que estão por vir (Apocalipse 14.6-12), então um outro anjo fala sobre os que morreram fiéis ao Senhor (Apocalipse 14.13), referindo-se à primeira ressurreição (Apocalipse 20.5,6). O capítulo termina com o momento do arrebatamento da Igreja simbolizado por uma grande colheita (Apocalipse 14.14-20).

 15 e 16  As 7 Taças da Ira

Os capítulos 15 e 16 narram a última grande visão do Apocalipse através das Sete Taças que simbolizam a ira Divina (Apocalipse 15.1 e 16.1). O capítulo 15 introduz o cenário mostrando que sete anjos recebem sete taças com ordens para derramá-las sobre a terra (Apocalipse 15.1,2 e 7,8). Neste momento os mesmos anjos de Deus entoam louvores ao Senhor (Apocalipse 15.3,4) e se preparam para derramar as taças. O capítulo 16 narra detalhadamente o derramamento das taças como parte do juízo de Deus sobre o mundo.

 17 e 18  A Grande Babilônia

Os capítulos 17 e 18 apresentam a Grande Babilônia, que significa o mundo religioso confuso e injusto simbolizado por uma outra mulher chamada de prostituta, que se antepõe à primeira que é a Igreja verdadeira retratada no capítulo 12. O capítulo 17 fala sobre os pecados e o capítulo 18 a condenação e queda da Grande Babilônia.

 19  Bodas do Cordeiro

Os capítulos 19 até 22 caminham para o desfecho do livro de Apocalipse, mostrando a finalização da história da salvação. O capítulo 19 revela o louvor no céu pela conclusão dos eventos finais (Apocalipse 19.1-4) e as Bodas do Cordeiro, quando Cristo recebe sua Igreja nos céus num momento glorioso de adoração (Apocalipse 19.5-10) e Jesus vem vitorioso definitivamente derrotando todo mal (Apocalipse 19.11-21).

 20  Milênio e Juízo Final

O capítulo 20 fala de um período de mil anos do reinado de Cristo sobre a terra, que para alguns é apenas simbólico e para outros é literal. O milênio corresponde a um período entre a primeira e a segunda ressurreição (Apocalipse 20.1-6), culminando com a condenação de Satanás e seus demônios no lago de fogo (Apocalipse 20.7-10) e o juízo final diante do trono de Deus (Apocalipse 20.11-15).

 21  Novos Céus e nova terra

O capítulo 21 conta sobre a visão do novo céu e da nova terra revelando a glória celestial de um novo tempo na eternidade preparada por Deus para os salvos (Apocalipse 21.1-8). A nova Jerusalém é a cidade santa celestial que será a morada permanente de todos os santos para sempre, ilustrado como um lugar sem igual em beleza e esplendor Divinos (Apocalipse 21.9-27 e 22.1-5).

 22  Conclusão

O capítulo 22, último do livro de Apocalipse é conclusivo para sua mensagem, mostrando uma ordem lógica no texto apocalíptico. Após dar continuidade ao capítulo 21 completando a narração sobre a cidade celestial (Apocalipse 22.1-5), traz uma declaração de fidedignidade de suas palavras (Apocalipse 22.6,7) e em seguida uma série de ordenanças e promessas para quem seguir sua mensagem (Apocalipse 22.8-17). Então o texto termina com uma afirmação conclusiva e severa de que o seu conteúdo não pode ser alterado (Apocalipse 22.18-20). Por fim, as últimas palavras do Apocalipse e da Bíblia são uma bênção para seus leitores: “A graça do Senhor Jesus Cristo seja com todos” (Apocalipse 22.21).

Memorize o Apocalipse!

Concluindo

O objetivo deste estudo é memorizar a mensagem do Apocalipse, não interpretar, o que varia de acordo com a doutrina e teologia, mas acima de tudo, a revelação é concedida pelo Espírito Santo (I João 2.20). Nenhuma técnica de estudo substitui a leitura constante da Palavra, mas pode apenas ajudar na sua fixação e compreensão.
Jesus mandou examinar as Escrituras (João 5.39) e prometeu que o Espírito Santo nos traria à lembrança as suas palavras nos ensinando todas as coisas (João 14.26), então se queremos entender a revelação do Apocalipse precisamos estudar buscando a inspiração que vem do Senhor para entender seu significado (II Pedro 1.20,21).

Leia e memorize o Apocalipse!

  

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Um comentário:

  1. Louvado seja sempre o Cordeiro! Estarei lembrando sempre do querido irmão em minhas orações, com súplicas e intercessão, para que possais permaneçais firme no Senhor e continue anunciando as boas novas com intrepidez. Efésios 6: 10-20

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